Posts Tagged ‘ negócios ’

Gerenciamento de Crises: Prepare-se e sobreviva

crisis

 

Crises são extremamente democráticas e politicamente corretas; não discriminam nem são preconceituosas. Atingem empresas nacionais ou multinacionais, públicas ou privadas, pequenas, médias ou grandes, e podem acontecer a qualquer momento, com pouco ou nenhum aviso. Alguns pesquisadores brincam ao afirmar que Noé foi o primeiro gerente de crises da História, preparado que estava para enfrentar o dilúvio, tendo salvo, com a sua arca, as espécies animais da extinção. Francamente, isto não faz justiça aos atuais gerentes de crises. Noé, em função de sua relação especial com Deus, teria acesso a informações privilegiadas sobre a enchente, contradizendo as características básicas da crise, nos moldes conceituais que emprego aqui: a surpresa e o imprevisto.

Em razão da banalização do termo, sua definição virou objeto de debate; é importante diferenciar um problema rotineiro daquele que realmente reflete uma crise. Enquanto o problema pode ser resolvido num espaço de tempo limitado e de forma discreta, a solução da crise é mais longa, utilizando-se para isso não só de segmentos internos da organização atingida como também de consultores externos. Steve Fink e Ian Miller, os mais renomados gerenciadores de crises dos Estados Unidos, consideram crise como sendo uma circunstância, muitas vezes imprevisível, que corre o risco de aumentar em intensidade, atraindo assim a atenção da imprensa e/ou uma investigação governamental, interferindo nas operações regulares da empresa, danificando a imagem da companhia e, em última instância, arriscando a sobrevida da organização.

As crises em corporações podem ser divididas em duas categorias genéricas: as criadas por condições inerentes à empresa e aquelas originadas fora da estrutura empresarial. Defeitos em produtos, invasão nas redes de computadores, desastres naturais, falsificações, rumores, boicotes, sabotagens, sonegação de informações, mudanças inesperadas no mercado, ingerências governamentais, concordatas, crises sucessórias, conflitos trabalhistas, acidentes, incêndios, explosões, enchentes, invasões de propriedade, terrorismo, são alguns exemplos ilustrativos de crises a que, infelizmente, todas as empresas estão sujeitas.

Da mesma forma que não é prudente dirigir um automóvel novo sem ter seguro, nenhuma empresa deve estar estabelecida sem ao menos um plano emergencial básico que possa ser posto em ação ao menor sinal de crise. É claro que esses planos não evitam crises , não protegem a empresa de erros humanos, desastres naturais ou atos deliberados de sabotagem e terrorismo. Planos emergenciais não imunizam, mas fornecem à empresa ferramentas para identificação de sinais de alarme de crises em potencial, além de condições para melhor geri-las e a elas sobreviver. Empresas que planejarem suas reações a emergências terão mais condições de tomar decisões acertadas, voltar à normalidade rapidamente, limitar perdas patrimoniais e resguardar-se de publicidade negativa.

Ao preparar um plano de gerenciamento de crises, a empresa deve seguir alguns passos básicos:

1. envolver executivos do alto escalão na sua elaboração.

2. listar todas as possíveis emergências e todas as áreas de vulnerabilidade da empresa, usando uma equipe composta por representantes de todos os departamentos da companhia.

3. priorizar, por nível de severidade, todas as possíveis crises que tenham sido identificadas.

4. estabelecer um local para um centro de comunicações a ser ativado em caso de crises.

5. obter dos executivos competentes a aprovação prévia para medidas de contingência que venham a ser necessárias.

6. treinar uma equipe de gerenciamento de crises durante este processo inicial.

A falta de planejamento para emergências por parte de empresas é causa de grande preocupação para a sociedade, não só pelas perdas tangíveis associadas a situações de emergência, tais como danos a propriedade e ruína financeira, mas também em razão dos danos psicológicos intangíveis causados às vítimas e seus familiares. Em caso de crise, a empresa deve estar pronta para divulgar três mensagens: que está pronta para enfrentar a emergência, que está em absoluto controle da situação, e que está empenhada em fazer todo o necessário para um desfecho satisfatório para a comunidade envolvida.

Quando emergências ocorrem, a área onde maiores erros são cometidos por executivos despreparados é a das comunicações. Isso inclui mentiras, especulações, distorções, omissões, e a recusa de fornecer, aos interessados, informação honesta e completa. É importante que executivos entendam que a opinião pública é formada nas primeiras horas que se seguem a um desastre e que corrigir uma história após sua publicação é extremamente difícil. A primeira atitude que uma corporação em crise deve tomar é a abertura de canais de comunicação com empregados, clientes, investidores, fornecedores, e principalmente a mídia. Comunicação é crucial em caso de crises — rumores abundam onde faltam informações. A reputação de uma organização é um importante patrimônio, e uma crise mal conduzida pode destruir essa reputação. O objetivo maior deve ser manter o respeito do consumidor, o qual é dificilmente conquistado e facilmente perdido.

As organizações devem treinar seus executivos ligados aos serviços de atendimento ao cliente e relações públicas para estarem especialmente sensíveis às reclamações recebidas, precisamente porque esses sinais podem representar as primeiras indicações de que uma “tormenta” está a caminho.

Não há dúvida de que um sistema integrado composto por um plano de gerenciamento de crises, por um eficiente serviço de atendimento ao cliente e pela instituição da figura do ouvidor, ou ombudsman, como último recurso do consumidor junto à empresa é a mais acertada fórmula de preservação da integridade patrimonial e moral das empresas modernas.

Devemos considerar que um eficiente gerenciamento de crise não se resume em resolver a crise. Todas as preocupações e questões que considerei são igualmente aplicáveis às habilidades e estratégias que todas as organizações precisam para sobreviver no altamente competitivo mundo da economia global de hoje. As mesmas ferramentas estão envolvidas em gerenciamento de crises e gerenciamento estratégico. Executivos de organizações preparadas para crises aprenderam a lição fundamental: gerenciamento de crises diz respeito à totalidade da organização e é a expressão dos seus objetivos fundamentais, ou visão estratégica. Em outras palavras, a empresa que não estiver bem posicionada com relação a como proceder em caso de crise, provavelmente não está bem posicionada para competir com sucesso na economia globalizada.

Por Tatiana de Miranda Jordão.

_________________________________

Sobre a autora:

Tatiana de Miranda Jordão – Mestre em Comunicação Empresarial, com ênfase em Comunicação em Crise pela Denver University, Consultora em Gerenciamento de Crises, Comunicação em Crises e Recall de Produtos, Professora Colaboradora do ITA, da FIOCRUZ e Professora da Fundação Vanzolini no curso de capacitação Gerenciamento de Crises Organizacionais.

Anúncios

Panela na Mesa, um case de Inovação

arab

Foto: Divulgação

Mudanças…

Não há como considerar qualquer atividade sem levá-las em conta.

São elas que pautam muitas de nossas ações.

Pessoais ou profissionais.

Nas organizações, as mudanças também estão associadas com “fazer coisas novas”.

Daí surge a demanda pela inovação.

E também o primeiro paradoxo.

Muitas empresas acabam por adotar processos “muito” formais em prol do “inovar”.

Formalidade e inovação são coisas muito diferentes.

Algumas vezes, quase que antagônicas.

Um processo bem estruturado pode ajudar.

E realmente é muito importante, mas está longe de ser o “essencial”.

Tive a oportunidade de evidenciar isso no ultimo final de semana.

Costumo frequentar um Espaço na cidade de São Roque, no interior de São Paulo, chamado Gare da Mata.

Um lugar muito aconchegante que une campo de Golfe, Restaurante e outros “que tais”.

Como não jogo Golfe, normalmente vou lá para comer e “jogar conversa fora”.

Pois neste final de semana, conheci um novo padrão de serviço.

Em vez do Buffet “Self Service” e/ou do “a La Carte”, um tal de “Panela na Mesa”.

Não conhecia.

Associa características de vários tipos de serviço.

Fiquei curioso em saber da origem deste “modelo”.

Perguntei para a proprietária.

De maneira simples, ela resumiu tudo em uma palavra: observação.

Ela notou que seria importante associar a “fartura” com o “estar junto”.

Evitar que as pessoas se levantem da mesa, para se dirigir ao buffet.

E, ao mesmo tempo, garantir que os clientes possam comer vários “pratos”.

Pois bem, eis que se nota algo essencial para inovar: observar.

A observação permite identificar potencialidades.

Mas não somente isso.

Também, verificar eventuais equívocos.

Reduzir custos.

Aumentar receitas.

Agregar novos valores ao produto e/ou serviço.

Seja qual for o negócio.

Seja qual for o tamanho dele.

Primeiro, observar e, a seguir…

Fazer acontecer.

A inovação é certa.

Apenas uma consequência natural.

________________________

Sobre o autor

José Renato Sátiro Santiago Junior – Professor da Fundação Vanzolini no MBA Executivo em Gestão de Operações – Produtos e Serviços, na pós-graduação em Gestão de Projetos em Tecnologia da Informação e no curso de capacitação de Aplicações para Gestão Estratégica do Conhecimento. Grande experiência no desenvolvimento de atividades relacionadas à Administração de Empresa, Gestão de Pessoas, Gestão de Projetos, Inovação e Gestão do Conhecimento. Atuação por mais de 20 anos em empresas nacionais e multinacionais nos segmentos de Óleo e Gás, Engenharia, Telecomunicações, Construção, Farmacêutico, Eletro-Eletrônico e Bens de Consumo. Mestre e doutor em Engenharia pela USP com pós-graduação em Marketing pela ESPM. Autor de dezenas de livros e artigos, dentre os quais se destacam, “Gestão do Conhecimento – A Chave para o Sucesso Empresarial.”, “Capital Intelectual – O Grande Desafio das Organizações.” e “Buscando o Equilíbrio”. Professor da FIA e PUC em cursos de MBA (Master of Business Administration). Administrador do site Boletim do Conhecimento onde publica artigos e ideias cujo tema central é o Mundo Corporativo, com cerca de mais de 10.000 leitores semanais.

Parceria Internacional: Fundação Vanzolini e West Virginia University

Imagem

A Fundação Vanzolini e a West Virginia University, em uma parceria inédita, oferecem o Módulo Internacional para desenvolvimento e aprimoramento de competências na área de negócios, além do aprofundamento de conhecimentos técnicos voltados à atuação no mercado de trabalho para os alunos e ex-alunos dos cursos de MBA e pós-graduação.

O programa tem duração de uma semana, com 32 horas de instrução sobre temas e
tendências em negócios internacionais, além de 2 visitas técnicas às empresas. O módulo será oferecido nas dependências da West Virginia University, com sistema de tradução consecutiva.

Para mais informações acesse: vanzolini.org.br/internacional

Vanzolini participa do maior evento de Gestão de Pessoas da América Latina

Apresentar o extenso portfolio de soluções para empresas, organizações e profissionais. Esse é o objetivo da Fundação Vanzolini ao participar, de 15 a 17 de agosto (segunda a quarta-feira), do 37º CONARH ABRH 2011 – maior e mais importante evento de Gestão de Pessoas da América Latina e segundo do mundo, a ser realizado no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

Em um estande de 25m2, a Fundação terá como carro-chefe a Comunidade VIP, que oferece, gratuitamente, oportunidades para empresas, alunos e ex-alunos da instituição, presente pela segunda vez consecutiva no congresso, cujo intuito é disseminar conhecimento sobre o mundo do trabalho, desenvolver pessoas e organizações e influenciar na melhoria da condição social, política e econômica do País aos mais de 18 mil visitantes.

No último dia, 17, Jô Soares, os músicos do Sexteto e Alex, garçon do Programa do Jô, exibido pela TV Globo, estarão no talk show Gente que Faz, para encerrar o CONARH deste ano.

A participação na feira de negócios, que ocorre das 10h às 20h, é gratuita e as inscrições devem ser realizadas no site www.conarh.com.br

Carro elétrico poderia acelerar entrada do país no clube dos ricos

Apesar dos problemas gerados ao meio ambiente e à mobilidade urbana, a indústria automobilística ainda se encontra entre os principais players de difusão tecnológica. Nesse contexto, o carro elétrico é apontado por muitos especialistas como alternativa para manter o potencial inovador desse segmento e minimizar suas mazelas.

E o Brasil poderia se tornar um grande produtor, inclusive para a exportação, principalmente se desenvolvesse uma montadora de capital nacional, não necessariamente estatal.

“O Brasil se tornou um centro fundamental de produção e vendas, mas a aposta no carro elétrico tem de estar associada a outras questões, como a mobilidade nas grandes cidades”, ressalva o engenheiro Roberto Marx, coordenador do Laboratório de Estratégias Integradas da Indústria da Mobilidade (MobiLAB) e coordenador do Curso de Capacitação em Análise e Projeto de Negócios no Novo Setor Automotivo na Fundação Vanzolini, instituição ligada à Universidade de São Paulo (USP)

Ele tem dúvidas se ainda podemos ter uma montadora nacional, “mas talvez seja importante pensar isso no contexto do carro elétrico, pois tem tecnologia diferente e ainda não está definido quem vai liderar o mercado”, argumenta, reconhecendo que, provavelmente, sejam as tradicionais montadoras ocupem essa posição.

Clique aqui e confira a matéria completa do Monitor Mercantil Digital.

Como agregar qualidade para atender clientes e parceiros?

Construir uma visão sistêmica da organização de serviços, por meio da abordagem dos principais aspectos e decisões relacionados ao Modelo de Negócios em Serviços é o objetivo do novo Curso de Capacitação em Gestão de Negócios e Operações em Serviços, da Fundação Vanzolini. Dirigido a profissionais de nível gerencial, ou que visam cargos de gerência, de organizações de serviços, o curso dará ao participante a oportunidade de aplicar o aprendizado de forma prática, por meio do desenvolvimento de um “case” em grupo. Além disso, serão abordadas as interfaces que devem ser aplicadas em nível estratégico, operacional e com parceiros e clientes.

Dividido em módulos, as aulas abordarão sobre a Gestão Estratégica em Serviços, Desenho e Aperfeiçoamento de Modelo de Negócios, Marketing de Serviços, Parcerias, SCM e Operações em Serviços, Criação e Gerenciamento de Valor Econômico, Gestão de Clientes, Gestão de Processos e Operações, Gestão de Pessoas, Sistemas de Comunicação e Tecnologia da Informação e Trabalho de Conclusão de Curso.

Para os interessados, as inscrições podem ser realizadas até o dia 24 de abril/2011, através do portal http://www.vanzolini.org.br. Para empresas e grupos de pessoas que estão localizadas fora do Estado de São Paulo, a Fundação Vanzolini desenvolve o curso no formato In Company. Contate-nos através dos telefones 0800 770 06 08 (Estado de São Paulo) e (11) 3145-3717 (demais regiões).

Novo curso para o setor Automotivo

A Fundação Vanzolini apresenta o novo Curso de Capacitação Análise e Projeto de Negócios no Novo Setor Automotivo, destinado a técnicos e empreendedores do setor. A metodologia foi criada para atender as transformações que a indústria automotiva enfrenta devido à entrada de novos produtores dos países da China e Índia, além da necessidade do desenvolvimento de projetos sustentáveis, o que implica em atenção a questões como redução de emissões, reciclagem, menor peso de materiais e maior capacidade de transporte a custos e conforto razoáveis. Para os interessados, as inscrições podem ser realizadas até o dia 21 de janeiro 2010.

Curso de Capacitação em Análise e Projeto de Negócios no Novo Setor Automotivo
Carga Horária: 96h
Horário: As aulas serão ministradas às terças e quintas-feiras, das 19h30 às 22h30
Local do curso: Centro de Treinamento da Fundação Vanzolini
Endereço: Av. Paulista, 967, 5º andar, São Paulo (SP)
INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ:  21/1/2010
Inicio previsto para as aulas: 8/2/2011
Informações: 0800 770 06 08 (Estado de São Paulo); (11) 3145-3717  (demais regiões); ou http://www.vanzolini.org.br/site/ccapn