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Engajamento Pela Ótica Da Resiliência

engajamento

Resiliência e engajamento são dois assuntos que estão na pauta de líderes e gestores. Diante dessa atualidade de temas tão antigos, a SOBRARE e a Fundação Vanzolini, para obter maiores dados realizaram uma pesquisa verificando as possíveis interfaces entre os dois temas.
O eixo norteador da pesquisa foi estudar como a resiliência pode contribuir no entendimento da ocorrência do engajamento no ambiente de trabalho.

O planejamento da pesquisa e ações

Os anos de pesquisas nos ensinaram que os dois assuntos estão vinculados pelo estresse. Eventos como fortes mudanças na vida, pensamentos atribulados pela rotina de trabalho, problemas no desempenho, dificuldades nos relacionamentos, falta de habilidade para comunicação, alta ansiedade, perda de foco, entre tantas adversidades que disparam o estresse ruim, têm impacto direto tanto na resiliência como no comportamento de se engajar. A exata noção do estresse é que irá definir a qualidade da resiliência e do engajamento. A partir dessa compreensão nos foi possível ter como hipótese de trabalho investigar quais as relações entre resiliência engajamento.

Os participantes da pesquisa e os instrumentos utilizados

Trabalhamos com 18 profissionais, gerentes que estavam envolvidos com as atividades da SOBRARE e se voluntariam para esse projeto.
Recorremos à Escala de resiliência “QUEST_Resiliência” e uma entrevista semi-dirigida que elaboramos.  A conjunção desses instrumentos possibilitou verificar o comportamento de resposta dos participantes (crenças relativas ao agir diante da adversidade), quando estudado sob dois enfoques diferentes.
A escala QUEST_Resiliência, validada em 2006/2009, avalia o posicionamento do respondente, a partir de seus sistemas de crenças.  O respondente é convidado a se manifestar sobre o quanto de intensidade atribui às situações que lhe são apresentadas. Com os dados obtidos com a atribuição de intensidade nos é possível avaliar o grau de resiliência nessa fase da vida entre as oito áreas mapeadas.
Quanto à entrevista, ela se constituiu de três perguntas: a) Para você o que é engajamento? b) O que faz com que você se sinta engajado no trabalho? c) O que acontece quando você está engajado? Sendo que a pergunta “a” tinha o objetivo de apenas introduzir o assunto. A pergunta “c” de gerar um clima de fechamento da conversação. Nosso interesse estava somente nas respostas “b”.

Os resultados encontrados

Após o tratamento das respostas “b”, obtivemos uma informação preciosa e sete afirmações predominantes. Em dez dos participantes ouvimos a informação de que em determinado momento estão engajados com a empresa e não com a liderança. Outros seis de que estão fechados com a liderança e nada com a empresa e dois nada referiram a esse respeito.
Como resposta, levantamos também as informações:

  1. Quando o líder ou a empresa promove transparência nas comunicações.
  2. Há investimento em minhas competências e deficiências.
  3. Tenho satisfação pessoal.
  4. Experimento valorização de minha condição no trabalho.
  5. Posso inspirar outros.
  6. Tenho ambiente favorável ao diálogo.
  7. Tenho visibilidade positiva.

As análises realizadas

Esses dados nos levaram a constatar que os profissionais, quando o assunto é engajamento, fazem uma distinção entre o empregador e a sua liderança. Podendo estar engajado apenas com a empresa ou somente com quem lidera.
Identificamos que áreas mapeadas quanto à resiliência efetivamente se relacionavam com as afirmações de aspectos do engajamento. Por exemplo, a afirmação “o líder ou a empresa promove transparência nas comunicações” efetivamente está alinhada com a definição do agrupamento de crenças da Empatia em nossa abordagem da resiliência.
Devido às relações que verificamos entre as áreas vitais para a resiliência e as afirmações relativas ao engajamento, foi-nos possível dividir as afirmações colhidas em dois blocos. Em um deles, constatamos que se referem com a autorrealização. No outro bloco, verificamos que as afirmações se relacionam com a autonomia.
A partir desses dados coletados elaboramos um teste rápido que atualmente nos propicia ter a informação sobre haver engajamento ou não no colaborador. Chamamos o de “Percepção de Engajamento”. No teste ao atribuir um valor dentro do faixa estabelecida o sistema retorna “Alta” autorrealização. Do contrário, o resultado é “Baixa” autorrealização. O mesmo em relação à autonomia.  Se ocorrer “Alta” autorrealização e “Alta” autonomia há a comprovação de haver ENGAJAMENTO. Qualquer um dos campos com “Baixa” resulta no diagnóstico de que não há engajamento.

Conclusões

Uma das conclusões a que chegamos é que uma empresa pode estar investindo grandes valores para obter o engajamento e o colaborador não estar engajado com quem faz sua liderança. E quando o líder envida esforços para obter o engajamento e a empresa não patrocina, também não obtém resultados. A constatação é que as duas iniciativas necessitam estarem alinhadas, uma vez que ficou evidente que a ausência de uma, anula a outra.
Outra conclusão, a partir dos dados, é que quanto mais excelente for a resiliência do colaborador, maior a exigência da contrapartida da empresa.
A orientação final é nos planejarmos com práticas para que a empresa e a liderança deem sustentação àqueles que estão evidenciando a experiência de engajamento. Ao mesmo tempo de ações proativas para alavancar a resiliência àqueles que possuem a percepção de não engajamento.

Nota: A ferramenta “Percepção de Engajamento” está com acesso livre no www.sobrare.com.br

Sobre o Autor
George Barbosa – Autor da escala Quest_Resiliência,  Diretor Científico da Sociedade Brasileira de Resiliência (SOBRARE), Consultor na Fundação Vanzolini e Professor do curso ‘O Líder Resiliente – O uso da resiliência como recurso de enfrentamento e superação do stress no trabalho‘.

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CapacitaRH tem patrocínio e palestras da Vanzolini

Durante os dias 17, 18 e 19 de abril, a Fundação Vanzolini patrocina o CapacitaRH – Fórum de Capacitação, Gestão de Pessoas e Estratégias Empresariais. No evento, que acontece na AMCHAM, em São Paulo, a instituição também estará presente por meio de estande fixo e palestras.

No dia 17, Vinicius Gouveia, gestor de Comunicação e Marketing, falará sobre “A Comunicação Interna como um Fator Motivacional nos Processos de Engajamento”; enquanto no dia 19, Martin Mikl Jr., consultor de Novos Negócios, vai abordar o tema “Gestão de Projetos alinhados à área de Recursos Humanos”.

Para conferir o programa completo e mais informações sobre o CapacitaRH, acesse: www.capacitarh-ibc.com.br

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